Redação
Utilizados em grande escala em países da Europa e nos Estados Unidos, os fracionáveis evitam o descarte de medicamentos na natureza, permitem a sua rastreabilidade, facilitam a sua identificação e sugerem menor risco de intoxicação.
Quando o paciente compra determinado medicamento seguindo orientação médica, nem sempre o número de unidades prescritas pelo médico é igual àquele que contém a embalagem convencional. Assim, não é incomum que pessoas mantenham o medicamento em casa, muitas vezes sem conhecer os critérios de armazenamento. Isso ainda sugere a automedicação e apresenta risco do uso indevido de remédios por crianças pequenas.
As intoxicações acontecem por razões diversas: acidentais, que são geralmente causados por crianças que se atraem pelo gosto agradável dos xaropes, por exemplo. Também podem acontecer erros de administração ou acidentes causados pela troca ou ‘confusão’ de frascos, por automedicação, por erro de prescrição médica, tentativa de aborto ou até, de homicídio.
"Por vários motivos o fracionamento é vantajoso para o consumidor, a compra da dose terapêutica torna-se mais acessível e representa economia", diz o farmacêutico Luiz Donaduzzi.