Publicado em 05/02/2012 02:00  -  Atualizado em 05/02/2012 02:00

Calvície: o cabelo por um fio

Fábio Castaldelli

"É dos carecas que elas gostam mais". Pelo menos é isso o que defendem Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, os compositores da famosa marchinha de Carnaval "Nós, os carecas", datada de 1942. Entretanto, se alguns encaram a calvície de forma descontraída e assumem a careca numa boa, a maioria das pessoas tem vontade de ‘arrancar os cabelos’ - não no sentido literal - ao menor sinal do aumento da queda capilar. Se seu cabelo anda por um fio e isso te perturba, entenda um pouco mais o assunto.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que cerca de metade dos homens com até 50 anos apresenta algum grau de calvície – ou alopécia, como também é conhecida a queda de cabelo.

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Ao primeiro sinal das temidas ‘entradas’, um especialista deve ser procurado

Notar ao acordar pela manhã um número cada vez maior de fios espalhados sobre o travesseiro, ou perceber que a cabeleira está raleando com o passar dos dias são alguns dos sinais que indicam que chegou a hora de procurar um médico dermatologista.

A calvície mais recorrente é a androgenética. Segundo o dermatologista Gustavo Schott Peixoto, trata-se de uma alteração hereditária que faz com que a pessoa apresente uma queda gradativa do cabelo.

Nesse sentido, caso você tenha pai ou avôs com histórico de calvície, atenção: há boas chances de desenvolver o problema.

Peixoto menciona que alguns estudos apontam o fumo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial e o uso de algumas medicações como agentes potencializadores da calvície androgenética.

Porém, ele destaca que como a causa da doença é genética não há comprovação de que fatores como estes estejam diretamente relacionados com a aceleração da queda de cabelos. Portanto, quem deixou de usar bonés ou chapéus com medo de perder os fios pode ficar sossegado. Eles em nada são responsáveis pelo surgimento ou aumento da calvície.


Tratamentos

Os tratamentos indicados para lidar com a calvície variam de acordo com cada situação. Contudo, de um modo geral, são utilizados remédios de uso tópico e oral e, em casos mais extremos, a cirurgia de transplante capilar. "Para realizar o transplante, a área doadora (de onde serão retirados os fios) deve ser compatível com a área receptora. A anestesia é local e quase indolor. Após o transplante, o indivíduo leva uma vida normal, sem restrições ou cuidados especiais", afirma Peixoto.

De qualquer forma, o dermatologista orienta que ao primeiro sinal de queda excessiva um profissional da área seja prontamente procurado.

Isso é importante porque apesar do incômodo causado pela maioria das alopécias ser puramente estético, há outros tipos de calvície, como a areata (popularmente conhecida como ‘pelada’), que exigem mais cuidados.


MULHERES TAMBÉM SOFREM COM O PROBLEMA

  • As mulheres estão menos suscetíveis à calvície androgenética, uma vez que têm o hormônio responsável pelo seu aparecimento em quantidade bem menor do que os homens.
  • No entanto, isso não significa que o público feminino esteja completamente imune ao problema.
  • Estima-se que 25% das mulheres entre 25 e 40 anos tenham algum grau de calvície.
  • A diferença é que entre elas a queda de cabelo nem sempre é tão evidente como nos homens.
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