Publicado em 05/02/2012 02:00  -  Atualizado em 06/02/2012 12:37

Guarda-roupa andrógeno

Juliana Fontanella

Atenta ao que foi apresentado nas semanas de moda de 2012, Sabrina Levinton afirma que até quem não é especialista ficou com um sensação de repetição. "É difícil ver na passarela algo que surpreenda, algo realmente novo", afirma. Entre os cariocas, a consultora classifica a marca Osklen como exceção. "O desfile foi muito original, mostra que a praticidade é uma assinatura da marca com uma escolha de estampas e cores mais delicada, atemporal", diz.



O apanhado geral da semana de moda de São Paulo mostra mais referências, as marcas primaram pelo acabamento. Assim como os cariocas enfatizam o conforto e a individualidade, a moda da metrópole sem praia tem suas características próprias. "

As roupas se mantêm entre as
estações com o acréscimo de
novas  peças, novas cores e
materiais. Elas não se
transformam de forma brusca

Sabrina Levinton

O que se percebe nos desfiles é que as criações têm uma proposta mais contemporânea, a roupa usada no trabalho acompanha a pessoa até o fim do dia, no happy hour e até na balada. Destaque para a alfaiataria", afirma. "O estilo dominante nas passarelas paulistas prima pelo minimalismo e pela linearidade".

A transparência em contraste com peças pesadas apareceu nos eventos, assim como volumes reduzidos. O plissado que esteve em alta nos vestidos de festa de verão fica mais discreto e ocupa menos espaço nas coleções de inverno.


Nosso guarda-roupa

A androgenia presente desde a última temporada permitiu que os homens também assimilassem cores, tons e modelagens que abriram passagem entre o guarda-roupa deles e delas. A popularização dos tons de rosa e salmão, as peças retas e confortáveis, além de calças do tipo saruel e de corte mais justo são exemplos do livre trânsito.

Na coleção outono-inverno o namoro continua. A moda masculina pede casacos e sobreposições nos mesmos tons e modelagens das mulheres, cortes retos e casacos clássicos usados com peças da nova coleção. Entram na lista deles os tons de cinza, azul marinho e bordô, já com uma leitura mais sóbria, mais próxima do marrom, que aliás também aparece com outros tons de terra, desde os amarelos até o terracota, marrons avermelhados ou mais escuros.


Atualizados

MUNDOS

O resumo do que se viu nas
passarelas das capitais paulista
e carioca deixou em evidência a
diversidade da criação de moda
brasileira. Feita para usar, a
produção inspirada nas duas
metrópoles tem identidade
própria.

Camisas, coletes e sobretudos, ternos e trench coats também aparecem em tecidos sintéticos para acompanhar o brilho delas, mas para eles as lantejoulas e cristais saem de cena e dão lugar ao brilho discreto do couro e de novos tecidos e tratamentos nas peças com efeito encerado.

"As informações e tendências em alta servem para eles também. O objetivo dos criadores não é mais promover a distinção entre esses dois mundos. Procura-se uma estética agradável aos olhos e, para o guarda-roupa masculino, um certo ar futurista", afirma Sabrina.

Notícias Relacionadas

maringá | londrina | fotos | videos | agenda
odiario.com