Wilame Prado
Dez pessoas foram convocadas na sexta-feira (3) para atuar comos fiscais da Prefeitura de Maringá. Elas foram aprovadas em concurso realizado ano passado para o cargo de agente fiscal.
Segundo o procurador geral do município, Luiz Carlos Manzato, a intenção da convocação é suprir a ausência de funcionários no setor de fiscalização, que foi desfalcado com a suspensão de três servidores e o afastamento das funções de outros 23 servidores – todos suspeitos em denúncias envolvendo irregularidades na fiscalização de obras de engenharia em Maringá.
O procurador explica que nesta terça-feira (7) o setor de fiscalização de obras voltará a trabalhar normalmente. Fiscais de outros setores da prefeitura, como de meio ambiente, vigilância sanitária e tributos, atuarão no setor de fiscalização de obras até que as investigações sejam concluídas. Manzato explica que, dependendo do resultado dessas investigações, novos servidores públicos poderão ser convocados.
Os 23 funcionários supostamente envolvidos nas irregularidades deflagradas permanecem trabalhando na prefeitura, só que em outros setores e em funções internas. "Por enquanto eles fazem outro serviço. O que não pode é deixar um funcionários suspeito em fraudes atuando no setor de fiscalização. Até que não se tenha indícios suficientes para a suspensão do servidor, ele pode contribuir em outro setor", diz o procurador.
Os três funcionários que foram suspensos aguardam as investigações em casa, mas continuam recebendo salários, segundo Manzato. "É um direito garantido por lei", diz. Dos 26 suspeitos no caso, seis já não atuavam mais no setor de fiscalização de obras e sim em outros setores na prefeitura. Os convocados em concurso têm 30 dias para assumirem os cargos.