Clóvis Augusto Melo
Tenho uma filha de 14 anos. Se antes a pornografia infantil causava-me indignação e repulsa, hoje soma-se a esses sentimentos uma grande preocupação. A facilidade de se comunicar e compartilhar ideias, informações e imagens traz uma responsabilidade muito grande, para a qual poucas crianças e adolescentes (e até mesmo muitos adultos) não estão minimamente preparados.
Achar que casos escabrosos só acontecem com os outros é uma postura que não auxilia em nada. Diálogo, acompanhamento constante e busca de informações fazem parte da receita para não se ver envolvido nesse tipo de situação degradante e cujas sequelas são permanentes.