Publicado em 05/02/2012 02:00  -  Atualizado em 05/02/2012 02:00

Enfartados podem fazer sexo

Carla Guedes

Fazer sexo é seguro para a maioria dos pacientes cardíacos. Um artigo da Associação Americana do Coração informa que homens e mulheres que tiveram ataque cardíaco ou fizeram cirurgia no coração podem ter vida sexual ativa sem colocar a saúde em risco.

Cardiologistas constataram que menos de 1% dos ataques são provocados pela atividade sexual. Pesquisas anteriores revelaram que sobreviventes de enfartes evitam fazer sexo temendo que a prática leve à morte.

O texto, publicado em um jornal da Associação Americana, contraria recente estudo feito nos EUA, que sugeriu que atividades físicas moderadas ou intensas, como correr ou fazer sexo, aumentariam o risco de ataque cardíaco em sedentários. "A atividade sexual é importante para a qualidade de vida para homens e mulheres com doença cardiovascular e para os parceiros", afirma o médico da associação e um dos autores do artigo, Glenn Levine.

De acordo com o artigo, as chances de um paciente com doença cardiovascular ter um problema cardíaco durante o sexo são pequenas, porque as relações sexuais são curtas demais para provocar enfarte ou dor no peito.

O cardiologista do Hospital Santa Rita, Raul D’Aurea Mora Júnior, frisa que o sexo é seguro para pacientes cardiopatas com situação estável - que não sentem dor em repouso ou ao fazer esforço mínimo e que não estão hospitalizados. "O que vemos nos consultórios é a esposa preocupada em o marido ter um quadro súbito durante a relação sexual e ela se sentir culpada pelo o que possa acontecer", afirma.

Em mais de vinte anos de carreira, Mora Júnior afirma que a preocupação de que o sexo pode elevar o risco de enfarte é comum em consultórios. "A atividade sexual é como atividade física. É como caminhar e andar de bicicleta", compara. "Se ao caminhar a pessoa sente dor no peito, recomenda-se que ela diminua o ritmo ou pare.

O mesmo é indicado com a atividade sexual. Se começar a ter desconforto torácico e perceber que não está se sentindo bem, o paciente deve parar ou diminuir a intensidade", diz.



EXCETO CARDÍACOS


Edson Azevedo >> Urologista

As pessoas buscam orientações médicas antes de tomar o estimulante?

A procura aumentou. Hoje, há muita divulgação, muito esclarecimento em revistas, programas de televisão e outros meios e as pessoas estão mais interessadas em buscar orientação médica. Com o aumento de marcas, a redução dos preços e a popularização desses medicamentos, cresce também o número de pessoas que buscam orientação médica.


Esses podem fazer algum mal?

Ainda há muita gente que pensa que faz mal, mas somente os cardíacos não podem usar este tipo de comprimido. Pessoas com outros problemas, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial e outras doenças podem usar, desde que o coração esteja bom.


Há reclamações sobre efeitos colaterais?

Isto existe realmente. Há pelo menos quatro efeitos colaterais mais comuns, que podem variar de pessoa para pessoa, como cefaleia, rubor facial e há até quem sinta um pouco de faringite, mas esses efeitos passam logo. E há pessoas que não sentem qualquer efeito colateral, apenas os bons resultados do remédio, sentem uma boa ereção e tiram o melhor proveito do medicamento.

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