Publicado em 01/04/2013 08:55  -  Atualizado em 01/04/2013 08:55

Associação de deficientes visuais sofre com crise financeira e paralisa cursos em Londrina

Pauline Almeida

A Associação dos Deficientes Visuais de Londrina e Região (Adevilon) passa por uma crise financeira e pode encerrar os trabalhos. Sem recursos, já paralisou cursos e oficinas e busca ajuda para financiar os cerca de R$ 3 mil gastos mensalmente.

A entidade existe desde 1996 e atende atualmente cerca de 200 pessoas a partir de 18 anos de Londrina, Cambé, Ibiporã, Maringá e Sarandi. O presidente da Adevilon, Nilton Martins dos Santos, informou que toda a verba usada para garantir a continuidade dos trabalhos vem de doações.

"Para fazer uma oficina de culinária para cegos você tem que ter os produtos. Esse produtos geram uma despesa. Para dar uma aula de informática tem que ter voluntário. Se você for fazer uma reunião da associação com os associados tem que ter um lanche, tudo isso gera despesa", explicou à rádio CBN.

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Associação de deficientes visuais sofre com crise financeira e paralisa cursos em Londrina

Adevilon vive de doações para custear R$ 3 mil mensais
em gastos

A entidade mantém uma sede alugada e possui um terreno doado pela prefeitura para construir um novo espaço, porém não possui dinheiro para iniciar as obras. Santos defende que o trabalho da associação é essencial para garantir a inclusão das pessoas com deficiência visual.

"Em cima da meta de trabalho da gente tem as oficinas para as pessoas, como culinária, dança, curso de informática, literatura. Tem trabalho e inclusão, algumas empresas ligam aqui para gente fazer curso para o deficiente visual para abrir vaga de emprego", comentou.

O assessor especial para Assuntos de Acessibilidade da Prefeitura Municipal de Londria, Almir Scatambulo, também defende que a Adevilon presta um serviço relevante para os deficientes visuais da região norte do Paraná.

Ao portal odiario.com, ele informou que o município mantinha um vínculo com a associação através da Secretaria Municipal de Assistência Social. O convênio teria sido rompido por uma das gestões da entidade, pois estava trazendo gastos para a Adevilon.

A prefeitura deve buscar uma nova parceria para auxiliar a entidade a não fechar as portas.

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