Publicado em 20/02/2013 15:29  -  Atualizado em 20/02/2013 18:52

Passagem de ônibus passará a R$ 2,45 a partir da 0 hora de domingo em Londrina

Juliana Leite e Alexandre Sanches

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), anunciou na tarde desta quarta-feira (20) que a passagem de ônibus em Londrina passará, a partir da 0h de domingo (24), dos atuais R$ 2,20 para R$ 2,45. O anúncio acontece após vários estudos solicitados pela administração municipal à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e pelo Ministério Público Estadual (MPE).

De acordo com o prefeito, os cálculos realizados pela CMTU e seguindo orientação do MPE, seria de R$ 2,55. No entanto, o município vai continuar pagando o subsídio imposto há dois anos pela administração municipal para as empresas de transporte coletivo, só que em valores contigenciado, e não na média calculada à época. Com iso, a prefeitura vai custear R$ 0,10 por passagem.

O anúncio acontece em meio a uma ameaça de greve dos motoristas e cobradores das empresas de ônibus de Londrina, agendada para iniciar nesta sexta-feira (22). Também acontece em meio à cobrança das empresas de ônibus por um reajuste da tarifa, alegando que a planilha de custo está alta. Elas também apontam que o valor cobrado pelas viagens estaria desfasado há alguns anos, mesmo com o reajuste anunciado em 2011 pela administração municipal e o anúncio, à época de repasse de subsídio de quase R$ 7 milhões ao ano para as empresas.

O contigenciamento no subsídio concedido às empresas do transporte público vai reresentar uma economia anual de R$ 2,07 milhões. Os valores deverão ser destinados então para as questões ligadas ao tratamento de casos de drogadição, atendimento de idosos e também para as creches. "São áreas de prioridades", colocou o prefeito.

Kireeff também informou que durante consulta a promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor foi apontado que não deveria mais incindir sobre a planilha o item que previa repasse de 7,5% sobre o preço final da passagem. De acordo com o prefeito Alexandre Kireeff, o percentual trata do lucro obtido na operação.

O entendimento do município, até 2009, era que esse item não deveria fazer parte da planilha, mas a partir dessa época ele foi incorporado aos valores repassados. O presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, comentou que a companhia já repassa 1% às empresas mensalmente e que as concessionárias do transporte coletivo já poderiam obter lucro suficiente, mesmo com a retirada do percentual.

Geirinhas comentou ainda que a intenção é que a qualidade do serviço seja melhorada cada vez mais. Ele afirma que na negociação da planilha, que é composta por mais de 60 itens, um deles é o que trata sobre o salário dos trabalhadores. "Foi considerado um percentual que atenda a reinvindicação que está em pauta, de 6%, exatamente o que o sindicato está pedindo. Não é por causa desse item que deverá ter greve. Este item está absolutamente dentro da expectativa dos sindicatos", destacou.

A CMTU aponta que a tarifa a ser praticada em Londrina, mesmo com o reajuste, ficará abaixo de demais cidades, como em Curitiba, com o valor de R$ 2,60 com o subsídio estadual, Maringá (R$ 2,95/ R$ 2,75 em dinheiro), Ponta Grosa (R$ 2,60), Joinville (R$ 2,75), Caxias do Sul (R$ 2,85) e Campinas (R$ 3,10).

O decreto com a alteração da tarifa deverá ser assinado nesta quarta-feira e publicado no Jornal Oficial de quinta-feira (21).

maringá | londrina | fotos | videos | agenda
odiario.com