Publicado em 22/02/2012 14:24  -  Atualizado em 22/02/2012 16:34

CMTU contrata Fundação Getúlio Vargas para avaliar saneamento básico em Londrina

Juliana Leite

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) contratou a Fundação Getúlio Vargas para realizar o levantamento e avaliação patrimonial do sistema municipal de saneamento básico do município. O procedimento foi feito através de dispensa de licitação.

Segundo a publicação da última sexta-feira (17) do Diário Oficial do Município, o certame tem valor global de R$ 595 mil a serem pagos em quatro parcelas. O prazo de execução dos serviços é de três meses contados a partir do dia 27 de janeiro, data em que o contrato foi assinado.

O documento conta com o aval do presidente da companhia, André Nadai, diretora administrativo-financeiro da CMTU, Cristiane Hasegawa, do vice-presidente da FGV, Sérgio Franklin Quintella e do diretor executivo Cesar Cunha Campo.

Há 38 anos a empresa Sanepar explora o serviço de água e esgoto por meio de contratos emergenciais. O município chegou a anunciar que poderia municipalizar o serviço e cogitou nova negociação com a empresa, no entanto, ainda não definiu o destino do saneamento em Londrina.

O ano de 2011 foi marcado por multas milionárias aplicadas à empresa, acusada pela Secretaria Municipal de Ambiente de Londrina (Sema) de poluição em ribeirões da cidade. A maior das autuações foi no valor de R$ 45 milhões por despejo de esgoto nos ribeirões Cambezinho e Lindoia.

Atualmente, tramita na Câmara Muncipal a criação da Agência Reguladora de Água, Esgoto, Resíduos e Saneamento Básico (Araes), que deve regulamentar o serviço no município.

Na última semana, a Sanepar informou que haveria um aumento de 17,5% nas tarifas no Paraná a partir do mês de abril.

O presidente da companhia, André Nadai, explicou que a Fundação deve analisar todo o sistema de água e esgoto. Para ele, Londrina tem atualmente um serviço sendo prestado de forma precária e, com a última renovação por mais 180 dias com a Sanepar, o município tem que tomar uma decisão.

De acordo com ele, o levantamento deve culminar para a escolha de uma das três possibilidades: municipalização dos serviços, realização de contrato de programa com o Estado e manutenção da empresa Sanepar; e a ultima, a abertura de licitação.

"O cronograma é de três meses. Dependemos de várias informações. Algumas já foram solicitadas para a Sanepar e nós esperamos que a empresa nos atenda para que tudo fique dentro do prazo", comentou.

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