Publicado em 01/02/2012 02:00  -  Atualizado em 01/02/2012 02:00

Foi um revolucionário

Vaslav Nijinsky foi dos maiores bailarinos de todos os tempos e um dos nomes mais importantes da história da dança. Nijinsky revolucionou a dança, representando a passagem do balé clássico para a dança moderna e contemporânea. "Antigamente se falava de contos de fadas e situações irreais e o Nijinsky levou situações reais para o palco, levou a loucura", diz o diretor da Virtual Companhia de Dança de São José do Rio Preto, Marcelo Zamora.

Chamado pelos críticos de "O Deus da Dança", Nijinsky estreou, em 1912, sua primeira coreografia, "A Tarde do Fauno". O teor erótico dessa obra, que tem trilha sonora composta por Debussy, causou grande escândalo na época, mas a originalidade e a força da interpretação de Nijinsky superaram as críticas conservadoras.

Nijinsky montou sua própria companhia em 1914, em Londres, mas fracassou. Ele voltou a dançar na companhia de Serge Diaghilev, onde teve reconhecimento internacional aos 19 anos. Posteriomente, montou uma nova companhia, que fez turnês pelos Estados Unidos, América do Sul e Europa.

Em 1919, aos 29 anos, Nijinsky abandonou os palco por causa da esquizofrenia. Ele morreu em uma clínica em Londres em 1950.

Para Zamora, Nijinsky trouxe o sentir para a dança e isso mudou a história do balé, embora a dança contemporânea hoje tenha se banalizado. "As pessoas acham que colocar uma música e um vídeo e entrar em cena é fazer dança contemporânea. Não é. A história e a importância do Nijinsky reforçam isso. Ele era um bailarino de uma técnica absurda, que trabalhava dezesseis horas por dia o corpo, com um espírito inquieto e colocava nas suas criações coisas que fazem com que a gente ainda hoje fale dele", diz .

maringá | londrina | fotos | videos | agenda
odiario.com