Juliana Daibert
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Segundo o estudo, Paiçandu subiu de colocação
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pelo Sistema Firjan, da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, para acompanhar a evolução dos municípios de acordo com Emprego e Renda, Educação e Saúde apontou que, em 2007, 31,4% dos brasileiros, ou 57 milhões de pessoas, viviam em cidades de alto desenvolvimento, enquanto 22%, ou 40 milhões, ainda não tinham serviços de qualidade na educação e na saúde e nem acesso a um mercado formal de trabalho estruturado. Os dados foram publicados em setembro.
O índice compara o desempenho dos municípios em nível estadual e nacional. Em relação ao último levantamento, realizado em 2006, Maringá e cidades da região metropolitana apresentaram classificações diferentes.
Em nível estadual, Maringá e Mandaguari caíram, enquanto Mandaguaçu, Paiçandu, Marialva e Sarandi subiram. Paiçandu, por exemplo, saiu da 123º posição entre as cidades mais bem colocadas para o posto 101º.
Já em nível nacional, Paiçandu e Mandaguaçu foram as únicas cidades que escalaram a classificação rumo a melhores lugares. A primeira saiu do 1055º lugar para a 950º colocação, enquanto Mandaguaçu passou do 888º para 711º.
Para Ana Lúcia Rodrigues, coordenadora do Observatório das Metrópoles da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o desempenho positivo dos dois municípios nas duas categorias avaliadas pelo índice fluminense está diretamente relacionado à política do governo federal de transferência de renda.
"As transferências governamentais certamente interferiram. Elas estão dando nova cara em todos os índices sociais brasileiros", afirma a pesquisadora. Segundo ela, apesar do retorno ser apenas em longo prazo, somente os investimentos em educação poderão sustentar a melhoria.