Publicado em 26/06/2013 02:00  -  Atualizado em 26/06/2013 15:59

Jovem é morto dentro do carro no Requião

Roberto Silva

A Delegacia de Homicídios de Maringá ainda não tinha pistas, até o final da tarde de ontem, dos dois homens acusados de matar o jovem Willian Roger Onofre, 22 anos, conhecido como Bracinho. O crime aconteceu na noite da última segunda-feira, no Conjunto Requião.

A hipótese de o crime ter ligação com uma guerra de gangues não foi descartada, uma vez que vítima, que tinha antecedente por lesão corporal grave, mantinha uma relação de amizade com um grupo criminoso que controla o tráfico de drogas no bairro e arredores.

Divulgação

Onofre foi baleado dentro do carro, na Avenida Franklin Roosevelt

Segundo a Polícia Civil, o homicídio ocorreu por volta das 20h30, minutos depois de Onofre deixar sua residência com um veículo Gol, placas AFL-6159, de Maringá. No momento em que ele passava pela Avenida Franklin Delano Roosevelt, dois homens em uma moto Honda Falcon, cor prata, emparelharam e começaram a atirar.

Atingido por cerca de 20 projéteis, principalmente na cabeça e peito, o jovem morreu no local. Os atiradores fugiram em alta velocidade. A Polícia Militar localizou seis estojos de pistola calibre 9 mm nas imediações do veículo.

Investigações preliminares confirmaram que a vítima tinha ligação com um grupo de rapazes envolvidos com crimes, incluindo tráfico de entorpecentes e homicídios. Ontem, um dos amigos postou uma mensagem na página de Onofre no Facebook: “O inimigo é a serpente, perverso, traidor, maligno, anticristo, verme, impostor. Quem traiu, quem conspirou vai pagar. Quem traiu vai pagar, na fé de Deus!”

Onofre era deficiente físico - teve o braço esquerdo amputado, em 2010, em decorrência de um acidente de trânsito - e destemido. Em fevereiro de 2012, ele esfaqueou Ronaldo Mariano Cristino, 27. Onofre se apresentou na delegacia e acusou Cristino de agredi-lo e humilhá-lo com apelidos de Pitoco e Bracinho.

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