Juliana Fontanella
Os carros da Stock Car são máquinas de velocidade e bastou a ‘visita’ de um deles a Maringá, no final de setembro, para despertar a curiosidade de muita gente.
Os veículos são equipados com chassis JL, produzido especialmente para a categoria, levam sob o capô o poderoso (e barulhento) motor V8 norte-americano de 480cv e são calçados com pneus especiais de competição da marca Goodyear. Em cada corrida, as equipes contam com dois jogos de pneus zero e três lacrados de corridas anteriores.
João Paulo Santos
A Goodyear trouxe para Maringá o Peugeot para promover o esporte
A partir do primeiro treino livre, as equipes começam a trabalhar naquilo que se chama ‘acerto’ do carro e levam em consideração variáveis, como a altura do carro em relação ao solo, cambagem e convergência das rodas, a dureza das molas e amortecedores, a pressão dos pneus, a angulação do aerofólio traseiro, a temperatura ambiente e do asfalto, o nível de aderência da pista, desgaste dos pneus, etc.
"Na hora de escolher o carro, o que muda é a aparência: uma das carenagens é inspirada no Astra da GM e a outra, no Peugeot 408", explica o assessor da equipe Medley/Full Time, Márcio Fonseca.
"A organização da categoria é quem determina que equipe utilizará cada marca, procurando dividir as duas de forma equilibrada". O veículo é abastecido com etanol e tem peso final, no grid, abastecido e com o piloto já equipado, estimado em 1.300 quilos.
Os carros de volta rápida (como o modelo que a Goodyear trouxe para Maringá) são basicamente iguais, mas levam um banco de passageiro e usam pneus muito gastos (praticamente já descartados).
A vitória pode sair dos boxes, assim como a derrota. Fonseca lembra que em 2007, na etapa de Tarumã (RS), dois carros de uma equipe foram excluídos do treino classificatório e tiveram tempos invalidados porque um mecânico colocou os pneus de um piloto no carro do outro. Resultado, os dois largaram da última fila, com poucas chances de subir ao pódio.