Publicado em 09/10/2011 02:00  -  Atualizado em 09/10/2011 02:00

Caminhoneiro é ‘artigo raro’

Tarcila França

Enquanto o índice de desemprego no Brasil alcançou cerca de 7% nos últimos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faltam profissionais no mercado. Ironia do destino? Não, assim como a categoria das empregadas domésticas, uma das profissões com déficit de mão de obra é a de motorista.

Uma pesquisa da NTC&

Logística, entidade que congrega os transportadores brasileiros, detectou que a falta de profissionais qualificados é apontada por 42,7% dos empresários como o maior limitador para atender às necessidades das companhias.

Ricardo Lopes

No Brasil, são um milhão e 750 mil caminhões; no Paraná são 12 mil caminhões por ano

A estimativa é de um déficit de 150 mil motoristas no País. O cenário nacional do segmento é de produção em alta. Obras de infraestrutura e o crescimento do agronegócio são apontados como uma das justificativas.

De acordo com o empresário e presidente do Grupo G10, Cláudio Adamucho, Maringá integra a estatística nacional. Aqui, o déficit é de mil motoristas. O mercado ganha aproximadamente mais de 170 mil caminhões licenciados por ano. O número é de 2010. Os dados podem oscilar em se tratando de alguns fatores como acidentes, sucateamento dos automotores, entre outros imprevistos.

Em 2005, entravam 50 mil novos caminhões, sendo que a necessidade de contratação era de 50 mil novos motoristas. A demanda cresceu, somado a isso, a experiência prática nas rodovias exigida aos candidatos à carteira E é uma barreira a mais, que tem desestimulado a formação de novos motoristas.

"Temos a necessidade de preencher o déficit de 150 mil novos profissionais. Só no Brasil são um milhão e 750 mil caminhões rodando nas estradas brasileiras. Em Maringá, são cerca de 12 mil caminhões licenciados por ano", esclarece.

Entre o salário fixo e variáveis, um motorista recebe R$ 2,5 mil mensais. Outro ponto destacado por Adamucho é a falta de interesse de jovens em conduzir uma carreta.

"No passado, a profissão tinha um apelo de aventura. Os jovens, hoje, preferem a internet e redes sociais a optar por uma profissão que permita conhecer novas culturas, conhecer a topologia e viajar pelo Brasil", lamenta. Para ele, faltam políticas governamentais que apoiem e incentivem a carreira.

 

Serviço
Para saber mais sobre os cursos de formação de condutores, o telefone do Centro de Formação de Motoristas (CTQT) do G10 é (44) 3261-0020.

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