Publicado em 11/09/2011 02:00  -  Atualizado em 11/09/2011 02:00

Maringá já equipa feras da pista

Juliana Fontanella

A paixão por veículos está no sangue do clã Schiavon, cada vez mais popular nas pistas -consagrados pela atuação nos bastidores.

André Schiavon prepara veículos para se transformarem em feras indomáveis nas pistas, e com ele nasceu a tradição da família.

Os modelos eram preparados para conquistar a liderança nas provas de arrancada, mas o câmbio sempre dava dor de cabeça às equipes. O primo Humberto foi a "arma secreta" que resolveu o problema.

Humberto Schiavon Filho é engenheiro de produção e traz na bagagem os anos de experiência em uma fábrica de engrenagens, mas o grande incentivador da dupla foi o pai de Humberto, cujo apelido, Castelo, foi usado para batizar os novos câmbios.

"Nós tentamos muitas vezes, fizemos testes, meu pai sempre incentivando. O André fazia a especificação, eu fazia o projeto e desenvolvia até chegarmos ao lote de quatro unidades que ficou um mês em teste", conta.

O primeiro carro equipado com a peça assinada pelos Schiavon fez sucesso na pista, e, em um ano, a conversa entre os primos se tornou um negócio em expansão.

Os câmbios Castelo são produzidos em Maringá, apenas os componentes que exigem equipamentos especiais são fabricados por terceiros.

Desenvolvimento
"Há um ano nós testamos o
primeiro lote, quatro unidades
por um mês, hoje já equipamos
20 carros"
Humberto Schiavon Junior
Engenheiro de Produção

"Nós produzimos um lote de 30 peças e vendemos tudo", comemora. Hoje o câmbio maringaense equipa pelo menos 60 veículos nos Estados do Sul, do Sudeste e até no Acre.

É o outro Humberto, o pai, que atende os pedidos e visita os pilotos, enquanto os filhos são responsáveis pela fabricação das peças, dos cuidados com orçamentos e contas.

 

Especiais

As peças do câmbio para modelos de arrancada são diferentes porque o carro não desenvolve velocidade como os outros, de forma gradativa.

Sob o capô a temperatura é tão alta e a exigência de força tão violenta que o câmbio tem que ser projetado com uma liga mais resistente ao calor e à forte tração com tratamento térmico.

"As engrenagens da caixa de câmbio têm de ser resistentes para travar quando o motor impulsionar o carro com aquela força toda", acrescenta ele.

A relação exigida pelo modelo e categoria do automóvel na competição determinam a especificação das peças.

Os testes migram para a oficina de André, cada um com seu know how. Além dos câmbios, os Schiavon fabricam kits de coroa e pinhão para veículos de arrancada.

 

 

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